terça-feira, 23 de outubro de 2007

Amém...

Sabe quando você sente aquela vontade de conversar com alguém e não encontra?
Depois de muito tempo, parece até que me tornei aquelas velhinhas de filmes infantis, que moram sozinhas
e são rabugentas... sinto falta até de ter com quem reclamar as coisas. Quem elogiar
Minha casa a noite, quente e úmida me lembra alguns filmes, de quand via ainda pequena na casa da minha mãe...
casas de famílias bem pobres, famintas, casas pequenas de barro - quentes e tristes.
não que eu esteja triste ou a casa esteja triste, é colorida e tem vida, tem até meus cactos.
Mas preciso contar para alguém aquilo que penso, que vejo, ouço... para me estimular a continuar.
penso, logo esqueço.
tenho sentido que nada mais faz sentido nas coisas q penso, pra q pensar, se nao posso compartilhar com alguem?
e qnd keru rir? pra q rir sozinha? as vezes gargalho e ouço minha gargalhada como algo sinistro, ecoa na casa toda, solitária e triste, nao a casa, a gargalhada fica triste.
e entao volto a pensar... e logo esqueço de novo o que pensei.
leio e escrevo cartas tentando desabafar...
ler virou um saco, assim como pensar e rir também.
estou cansada de ficar sozinha numa cidade onde não tenho tempo para encontrar as pessoas certas para conversar
e essas pessoas também não me encontram por onde passo.
Minha vida úmida, esconde minhas lágrimas quentes no travesseiro ralo.
uma porta se fechou...
logo abre outra, eu sei... mas a dor de uma porta ter sido fechada... de um laço desatado...

sinto muito por muitas coisas... mas não posso "rebobinar" a fita da minha vida. Amém.

13 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Olá Carol, obrigado pela sua visita.
Demorei, mas cheguei...
Li alguns posts e vi que é jornalista. Problema... é que eu desconfio sempre dos jornalistas... sei que há excepções, mas vejo-os a distorcer a notícia e, principalmente, a relatar quase só os factos negativos (o povo gosta, claro, vende mais).
Ou seja, a nível mundial, os jornalistas ficaram prisioneiros das tiragens, dos shares, dos níveis de audiência, etc.
Mas sei que a culpa não é dos jornalistas nem das empresas que detêm o capital. É dos consumidores, ou seja, também é minha.
A propósito da culpa do consumidor, disse não sei onde que a culpa da morte da princesa Diana era dos compradores de revistas cor-de-rosa. Acho que muita gente não percebeu, mas há a lei da oferta e da procura que é implacável...
Resumindo, a Carol já está perdoada por ser jornalista...

Não ter com quem partilhar as nossas ideias e pensamentos é terrível... sei o que é isso porque já estive 2 anos quase prisioneiro... (na Alemanha sem falar alemão...) e a minha janela para o mundo e para o diálogo foi a net... sobrevivi... tal como a Carol vai sobreviver...

Gostei do seu blog. Voltarei, por isso.
Bfs, beijinhos.

un dress disse...

gostei da tua visita e de te ler, carol.

tão nua, nos sentimentos.

sim também sinto algo por aí muitas vezes. acho que por vezes todos sentimos...

mas gosto da coragem de dizê-lo, de não nos armarmos em vencedores quando nos sentimos sós ou quase vencidos...

as cidades...bem...não são grande coisa. são lugares da mais profunda solidão.

as palavras ...fazem alguma companhia mas...not enough...

de qualquer modo aqui estamos e aqui voltaremos a estar.


abraÇo. e sim, gostei de ti :)

Claudia Sousa Dias disse...

Olá Carol!

Tenho a certeza que é só uma fase de curta duração. Porque há sempre formas de contornarmos essas situações.

A chave é...movimento!

E diálogo. Nem que seja meter conversa com a senhora da frutaria da esquina. O melhor paliativo, quando por alguma razão não conseguimos estar com quem mais gostamps é actividade, resover aqueles pequenos assuntos domésticos que têm de ser resolvidos fora de casa.

Por exemplo, tenho uma senhora de quem sou muito amiga aqui na minha pequena cidade quefala com toda a gente sempre que sai de casa. Primeiro vai á frutaria e conversa dez minutos ou quinze com o doino. Depois vai à tabacaria comprara o jornal e faz outro tanto A seguir á famácia quando vai buscar os medicamentos.

Depois ao supermercado. ao final deste tour já põs a conversa em dia com pelo menos quatro amigos ou conhecidos...

Penso que é uma boa estratégia...


CSD

paidaju disse...

Faz tempo que não escrevia. Estou longe mas quado precisar de um ombro é só ligar.

Bejão

Carol Bonando disse...

sim cláudia, pode ser uma tática...o problema é chegar na frutaria e dizer: Olá, hoje li Foucault e sobre o poder blábláblá... a pessoa da frutaria no mínimo mudaria de conversa.
Eu não sinto falta de falar, apenas ouvir minha voz e/ou a de outra pessoa... mas de uma conversa minimamente interessante, em outro nível, algo que reforce ou destrua o que eu penso, e não apenas BOM DIA, quero 300g de carne moída.
entendeu?
hehehe, é... como un dress falou, sobreviverei!!!

bjsss

Nilson Barcelli disse...

Voltei, mas já vi que o ritmo das palavras anda baixo na Carol.

Ao longo de quatro anos que tenho de blogue, já deu para verificar que há ciclos diferenciados entre os blogues portugueses e brasileiros. Ao princípio não percebia por quê, mas agora julgo ter encontrado a explicação: o ritmo está muito relacionado com as estações do ano, que no caso dos dois países em questão são completamente invertidas.

Claro que esta explicação pode não estar nada relacionada com o seu ritmo... o qual poderá estar a ser influenciado por outros factores menos banais...

Bom feriado, beijinhos.

Carol Bonando disse...

nilson barcelli, poxa não sei, mas acredito muita coisa influencia as palavras, as expressões dos seres... estações do ano, astrologia - posições de planetas, chuva, sol, ciclo da menstruação, ciclo econônico... hehehe sei em alguns ciclos onde estou e em outros, sinto-me completamente a deriva...perdida na correnteza, ou até contra a correnteza.
Hoje, conversando com um amigão por telefone, falamos sobre esse nazismo do mundo todo...já estou mal com muita coisa, mas falar sobre essas coisas medíocres me deixou um pouco mais pra baixo.
estou tão cansada de alguns "tipos" que se repetem, tanto e tanto...
aiiii, deixa para lá...
logo, me animo para expulsar essa energia forte de dentro de mim!!!
volte sempre camarada...volte sempre!

Rafael Martí disse...

Olá Carol,

As vezes me pego pensando no Passado. Por falar em Passado assista o Filme de mesmo nome do Babenco. Eu vi.
Na verdade o passado não nos serve para ficarmos remoendo. Eu procuro sentir só o presente, que me anestesia.
Já senti mta solidão nessa vida. Um estrangeiro em minha própria cidade. A literatura me fez companhia, mais que o jornalismo.
Bjokas e melhoras rs.

Carol Bonando disse...

se o jornalismo, for estudado como se deve...como é, ele nao faz companhia para ninguém, ele faz o contrário do que a comunicação em si, clama, pede e é.
A literatura sim, acompanha, dá colinho e te ajuda a ser alguém melhor....
bjs
vou procurar... filme PASSADO neh?

Claudio Nascimento disse...

Vc ainda é aluna da Estácio de Sá??? hehehe

Bjs

Maria disse...

Vim conhecer-te.....
Voltarei depois

Claudio Nascimento disse...

Sumiu, minha querida!!!

" JOTA ENE ® " disse...

Descobri seu blog por acaso e como sei k gosta de fotografia, nao resisti a passar por aqui

bjos fotografados